9 de out de 2009

Marcha lenta

Parecia uma noite comum.
Voltando para casa ela pensava: será que ele ainda pensa em mim?
Ela não o amava, mas sabia que algo ainda fazia com que ela o procurasse.
Seus olhos brilhavam quando se lembrava dele, mas ao mesmo tempo tinha uma tristeza sombria em seu olhar.
Naquele dia ela resolveu não ir para casa.
Passou de carro em frente a casa dele, para ver se ele aparecia na janela ou se o pegava chegando do serviço.
Ninguém apareceu.
O porteiro que anos atrás a reconhecia de longe, chamou o guardinha de rua para questioná-la do porque de sua presença.
Meio sem graça e sem jeito, disse que estava a procura de uma casa para comprar e que tinha gostado muito daquele local, inclusive da segurança de ter uma guarita para as casas, mas que já estava de saída.
Com os olhos menos brilhantes ligou seu carro e vagarosamente começou a fazer o caminho de volta...
Não olhou para trás, não chorou, não se arrependeu, apenas foi!
Foi e nunca mais voltou!

6 comentários:

Raquel disse...

Sempre queremos ver uma última vez...

Beijos!!

Mariana disse...

É um pouco isso. Deixar para trás implica em reviver as despedidas quantas vezes forem necessárias!

Anônimo disse...

Curti este aí,Ke.

Simone disse...

Oiê!

Esse texto se parece muito com um que escrevi há alguns anos. Situações bem parecidas... Embora seja dolorido, é bom fechar algumas portas e seguir, né?

Fiquei feliz com sua visita! Obrigada! E volte sempre! ;-)

bjs,
Simone

CarolBorne disse...

Por que que a gente é assim?
Eu queria ter a capacidade de ir embora sem olhar pra trás... mas acontece que eu não tenho.
Beijo!

disse...

Carol
Lembra daquela música: "quero ver vc nao chorar nao olhar pra trás nem se arrepender do que faz...?"
Pois é, acho que todo mundo é assim
bj

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