8 de jul. de 2009

Linha tênue, quase imaginária!

Existe sempre um limite
Um ponto onde começa e onde termina
Uma hora que temos que seguir e outra que parar
Quando falar, quando calar
Descobrir o meio dos dois pólos é uma tarefa difícil
Não porque precisamos de fórmulas mágicas, mas porque dependemos de outros seres humanos
Seres humanos são pessoas complicadas: umas menos, outras mais.
O fato é que conviver e relacionar-se depende de dedicação e boa vontade.
Às vezes mais da boa vontade que dedicação...
Às vezes ajudar o próximo é apenas ouvi-lo
Para outros pode ser um insulto ouvir e não dizer absolutamente nada a ele
E em outros casos você só pode dizer até onde ele quer ouvir, depois disto você pode estar se metendo onde não é chamado
Acertar a linha que separa a educação, a preocupação à intromissão precisa de bom senso, chá de camomila e muita tolerância!
Tem momentos em que você acaba participando tanto de determinada situação que já toma ela como sua e não é
Você se envolve, se emociona, torce, parece até um filme que você quer que o mocinho fique com a mocinha e termine de vez com o bandido
Eu acho que um manual de instruções iria bem ou botões simples, mas explicativos...
Porque antes de qualquer ação ou qualquer atitude que fosse codificada como falta de educação chegasse, a legenda ou o manual instruiriam...e tudo ficaria mais fácil
Mas mesmo assim, ainda acredito na gente, nos seres humanos!
Com suas curvas, dúvidas e decepções
Com seus comprometimentos ou com a falta dele
Mesmo assim, ainda acho que somos todos pedras preciosas a serem lapidadas

5 de jul. de 2009

Quanta gente

Tem gente que pensa que sabe
Tem gente que pensa que soube
Tem gente não que sabe nada
Mas diz o tempo todo “eu soube”

Tem gente que diz que quer
Tem gente que não quer, mas acha que sim
Tem gente confusa
Tem confusão que tem muita gente
E tem gente que nem parece gente

Tem gente que cansa
Tem gente que cansa a gente
Tem gente que se cansa
Eu me canso de tanta gente

Tem dias que esta gente me confunde
Tem dias que esta confusão me faz mais gente
Tem vezes que toda a escuridão é solta
E tem dia que a solidão se prende a gente

Eu não sei direito que coisa toda é esta
Só sei de uma coisa
Que tem gente à beça

30 de jun. de 2009

Um ato de amor


Pode ser um segundo ato
Mas para mim é sempre o primeiro
Ainda sinto minha alma arrepiar
A respiração ofegar, assim como a primeira vez
Ainda disfarço as lágrimas que insistentes teimam em sair
Emoção!

Pode ser de novo
Outra vez
Bis
Repeteco
Quantas vezes mais for
Se é o teatro mágico
Eu vou

27 de jun. de 2009

Ao meu redor

Eu olhei para trás e não te vi mais
Você havia partido
Sem ao menos me dizer um tchau
Você se foi e quis deixar para mim
Apenas as lembranças
As doces lembranças
De um doce momento

A nossa historia
São fotos
E fatos
Passados
De um tempo acabado

Agora olho para os lados
E além de não te encontrar
Não encontro mais ninguém

Você
Não tem troca
Nem preço
Nem pressa
Só tem dor

Eu perdi o meu controle
E todos os sonhos
A vida é assim

E você seguiu sem mim
E deve estar em algum outro sonho
Que não voltará mais

Pois hoje você não é mais aquela pessoa
Que partiu
E se mudou
E me mudou
E me fechou para as outras portas
E as janelas se abrem
Para um novo que eu nem sei se existe

Você se foi e quis deixar para mim
Apenas as lembranças
As doces lembranças
De um doce momento

17 de jun. de 2009

É tão pouco

Agradeço pela vida
Por me dar a oportunidade de voltar
E tentar novamente
E errar novamente
Sou grata
Mas não abusa
Te respeito
Mas à medida que me respeita
Me aproximo
Mas me repilo
Pega leve
Não faça isto
Só quero seu carinho
Sua atenção
E a melhor parte do bolo, o recheio
Não quero mais o não
Não quero mais o pouco
Quero o que todo mundo tem sem pedir
Um mínimo de amor e carinho

15 de jun. de 2009

Meio inteiro

Pelas partes
Pelo todo
Pelo corpo em que toco
Pelos erros e pelo amor
Pêlos e cheiros nos meus sentidos
E sentidos contrários a mim
Dizem o que fazer
Já não sei
Pelo todo que parte
Pela parte de cada todo
Se sou eu
Ou se sou você

1 de jun. de 2009

Somos resistentes...

Porque temos medo de chuvas e tempestades
De altos e baixos
Pois ja vivemos tanto nos altos como nos baixos
(só que mais tempo nos baixos)
Somos resistentes porque não sabemos mais no que acreditar
E por conta disto e devido a isto
Ficamos aqui
Pensando no que poderia ter sido e não foi
Sonhando com aquilo que não se realiza porque na verdade
Só sonhamos
E não executamos
Porque olhamos da janela
Mas não abrimos o portão
Cantamos a música
Mas não a sentimos
Lemos o livro
Mas não nos envolvemos
Porque ficamos no superficial de tudo
Inclusive da nossa vida!

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