16 de mar de 2010

Daquilo que não se vê

Não tenho muito o que dizer
Quem deveria dizer não disse
Tudo foram flores, flores de plástico
Assim como as frases
Frases plastificadas
E muito, mas muito mascaradas
Acreditei, apostei, confiei
Dei um crédito
Dei uma possibilidade ao vento
Mas na verdade quem sente sou eu, eu faço isto e não todos
Me igualei à maioria e esqueci que não faço parte dela
Não sou todos
Coisa que não significa tanto para muitos
Mas que eu sei bem o que é
Tem coisas nesta vida que ficam guardadas e outras que necessitam de borracha
Apagarei os erros, tantos
E guardarei os textos, muitos
Reconhecerei no ato, no próximo ato de qualquer ensaio todos os textos e não aceitarei mais migalhas
Não aceitarei mais desculpas, não aceitarei mais propostas, cenas...
Não aceitarei mais o pouco como muito.
Aceitarei muito pouco de todo mundo

Um comentário:

Mariana disse...

Quando uma nova cena estiver na sua frente, você saberá melhor escolher....

Adorei o texto. Migalhas, never more!

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