25 de mai de 2013

Do lado de fora

E da minha vista vejo tudo o que preciso e até mais: céu, sol, chuva, prédios, montanhas, pássaros, ruas, avenidas, carros, trânsito, vizinhos, cães, gatos.

Ouço muita coisa também: cachorro latindo, buzinas, crianças brincando, adultos cantando, música alta de bom gosto outras não tanto e sou acordada com os pássaros!


Eu também sinto a alegria de uma criança brincando, o amor dos casais apaixonados, a tristeza daqueles que se sentem só, o nervoso do motorista parado no trânsito, o coração batendo descompassado por aquela mulher que chora discretamente no seu terraço.

Aqui eu vejo, sobre meu ponto de vista, a vida.
Eu invento histórias e crio personagens felizes ou não.
É como se a vida passasse lá fora e eu ficasse olhando.
Desta minha vista também chego a conclusões.
Também faço planos, também me despeço de amores e dores.

E daqui que sinto que tenho que abrir a janela e deixar a vida me tocar.

Olhar do lado de dentro é uma forma de não tomar partido, não partir.
Tem um mundo inteiro lá fora que eu preciso descobrir.
Tem a vida me chamando.
Tem você.
Tem o sol, tem as nuvens, tem a emoção.

Olhando de fora, sinto que aqui sempre será meu lugar, mas por agora, neste momento, será um lugar para olhar do lado de fora.

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