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2 de abr. de 2025

Entre encontrar e perder

Eu me busquei por tanto tempo.
Entre um processo e outro me perdi. Entre uma resposta e uma pergunta, divaguei. Entre erros e acertos fiquei na dúvida.

Depois de um longo período nesta tentativa, achei que tudo estava tranquilo e que tinha eliminado, em definitivo, aquilo que me assombrava.
Assombrar, a sombra. A sombra vive trazendo novos recortes. E num deles encontrei um novo desafio.

Reconectar comigo e entender que cada fase pede de mim algo diferente. Não só a mim, mas para todo mundo. E nesta caminhada delicada e sinuosa eu entendi que sempre terão novos aprendizados disponíveis para mim. Isso se eu quiser começar de novo.

Posso não querer. Posso estacionar, mas se andei até aqui, por que faria isso agora?
E se eu parar, será que irei progredir?
Quanto mais a gente resiste em olhar para algo, mais aquilo persiste, e isso quem disse foi Carl Gustav Jung.

Ele sabia mesmo das coisas. E sabia que se ele não olhasse para aquilo que estava sendo exposto com certeza voltaria numa potência ainda maior.

Ao mesmo tempo tudo é muito e pouco.

Vai depender do olhar que damos para as coisas.



7 de mai. de 2024

De mansinho












De mansinho muita coisa acontece
Relacionamentos acabam, 
relacionamentos começam

Pessoas se aproximam
Outras se vão

Mentiras são descobertas
Verdades são escondidas

De mansinho, ele chegou
como quem não quer nada...
Ou não queria nada mesmo e fez que sim?

Eu sabia, queria tudo
Sabia que queria tudo

Os outros não sabiam de nada
nem ele
De mansinho, violências acontecem
Pessoas são descartadas
Lágrimas são roladas
Vidas são abandonas

De mansinho, ele se afastou
como se eu não soubesse de nada

Mas eu sabia 
Eu sempre soube

De mansinho a vida vai passando
Eu e você vamos levando
E talvez ele também

Eu sei que saber só não é suficiente
Eu sei que hoje meu querer é só meu
E que não há nada mais libertador que isso

Sei que ele também quer, 
mas não quer abrir mão de nada

E não abrir mão de nada
Envolve aceitar tudo
        Tudo é muita coisa e coisa que eu não quero
        
        De mansinho eu vou entendendo
        Libertando e me amando
       
        Um dia, de mansinho, quem sabe ele também?





12 de jun. de 2013

Palavras vazias

" Mentiras sinceras me interessam " sabe que eu nunca entendi esta frase?
Quais mentiras são sinceras e por que existe o interesse em mentiras sinceras?

Eu prefiro a verdade. Dói muitas vezes, mas coloca a gente no eixo.
E gosto de quem se posiciona. De quem sabe o que quer e na hora que quer.
Gosto também dos que falam apenas quando sentem, são raros, mas existem.

Acho que por amar demais a escrita, a palavra e todos os significados que ela tem, acredito muito no que ouço ou leio. Levo a sério. E talvez seja ai o ponto crucial.

Palavras tem força. Podem transformar seu dia. Faz rir. Faz chorar. Faz pensar. Te refaz.

A facilidade da comunicação permite que palavras, como eu te amo, que eram usadas em momentos raros tornem-se de uma insignificância tamanha que o sentido maior fique perdido.

Em todos os meus relacionamentos existe uma frase que digo logo de cara: nunca prometa o que você não pode cumprir. É simples. É claro. É de fácil entendimento. Não sente, não fale. Mas o ser humano normalmente quer ficar bem na foto. Precisa ter aprovação dos outros, fazer parte de alguma tribo e por isto diz o que não sente, sente o que não diz e se arrepende por não ter tido coerência entre os dois extremos.

Tento fazer com que minhas palavras sejam reflexos da minha atitude. Se eu disser: te ligo daqui meia hora, estarei daqui 30 minutos te ligando. Se te disse em algum dia: pode contar comigo, é porque você pode contar comigo. E eu vou acreditar e confiar que você também vai fazer o mesmo, porque este é o meu normal.

Agora se sair da minha boca um eu te amo, sinta-se uma pessoa presenteada. Dei o melhor sentimento para você.

Meu objetivo aqui é comentar sobre a facilidade das palavras amorosas nos dias de hoje e ao mesmo tempo fazer um apelo: vamos repensar no que dizemos? Vamos dizer apenas aquilo que realmente sai do coração? Conseguimos a aprovação das pessoas que nos conhecem ou das que nos reconhecem independente de mentiras sinceras ou falsas esperanças.

Verdade e autenticidade não tiram de ninguém o caráter, ao contrário só fortalece.

Eu quero paz. Eu quero mais. 

25 de mai. de 2013

Do lado de fora

E da minha vista vejo tudo o que preciso e até mais: céu, sol, chuva, prédios, montanhas, pássaros, ruas, avenidas, carros, trânsito, vizinhos, cães, gatos.

Ouço muita coisa também: cachorro latindo, buzinas, crianças brincando, adultos cantando, música alta de bom gosto outras não tanto e sou acordada com os pássaros!


Eu também sinto a alegria de uma criança brincando, o amor dos casais apaixonados, a tristeza daqueles que se sentem só, o nervoso do motorista parado no trânsito, o coração batendo descompassado por aquela mulher que chora discretamente no seu terraço.

Aqui eu vejo, sobre meu ponto de vista, a vida.
Eu invento histórias e crio personagens felizes ou não.
É como se a vida passasse lá fora e eu ficasse olhando.
Desta minha vista também chego a conclusões.
Também faço planos, também me despeço de amores e dores.

E daqui que sinto que tenho que abrir a janela e deixar a vida me tocar.

Olhar do lado de dentro é uma forma de não tomar partido, não partir.
Tem um mundo inteiro lá fora que eu preciso descobrir.
Tem a vida me chamando.
Tem você.
Tem o sol, tem as nuvens, tem a emoção.

Olhando de fora, sinto que aqui sempre será meu lugar, mas por agora, neste momento, será um lugar para olhar do lado de fora.

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