Mostrando postagens com marcador ela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ela. Mostrar todas as postagens

2 de abr. de 2025

Entre encontrar e perder

Eu me busquei por tanto tempo.
Entre um processo e outro me perdi. Entre uma resposta e uma pergunta, divaguei. Entre erros e acertos fiquei na dúvida.

Depois de um longo período nesta tentativa, achei que tudo estava tranquilo e que tinha eliminado, em definitivo, aquilo que me assombrava.
Assombrar, a sombra. A sombra vive trazendo novos recortes. E num deles encontrei um novo desafio.

Reconectar comigo e entender que cada fase pede de mim algo diferente. Não só a mim, mas para todo mundo. E nesta caminhada delicada e sinuosa eu entendi que sempre terão novos aprendizados disponíveis para mim. Isso se eu quiser começar de novo.

Posso não querer. Posso estacionar, mas se andei até aqui, por que faria isso agora?
E se eu parar, será que irei progredir?
Quanto mais a gente resiste em olhar para algo, mais aquilo persiste, e isso quem disse foi Carl Gustav Jung.

Ele sabia mesmo das coisas. E sabia que se ele não olhasse para aquilo que estava sendo exposto com certeza voltaria numa potência ainda maior.

Ao mesmo tempo tudo é muito e pouco.

Vai depender do olhar que damos para as coisas.



6 de mai. de 2014

O colo essencial...

Ela deixou tudo preparado.
Amigos. Cachorro. Confidentes. Bons ouvintes.
Dividiu seus dons e sabedorias entre várias pessoas para quando eu precisasse dela fosse só juntá-los num mesmo local que ela se faria presente.

Foi inteligente. Do começo ao fim.
Sabia que a partida seria um alívio, para ela.
Sabia que a partida seria uma tristeza, para nós.
E por isso sempre que possível ressaltava os benefícios do seu tchau (como se isto fosse assim, como conta de matemática).

Eu utilizava argumentos não muito lógicos, confesso, para fazê-la ficar só mais um pouquinho. Usava o apelo emocional, dizia que ela ir embora sem esperar pelos meus filhos seria uma desfeita tamanha, principalmente por ela ter conhecido os filhos das minhas irmãs...(aquelas crises típicas de ciúmes, mas neste caso era subterfúgio).

E ela só dizia: " - Então resolve isso logo!" e ria.
Eu sabia que era uma forma dela rir e uma maneira de dizer o quanto meu amor egoísta exigia a sua presença.

Juntando todas aquelas pessoas que ela distribuiu seu dons encontro um pouquinho dela e agradeço por aqueles que aceitaram receber seus dons.

Passado alguns anos ainda me pergunto o que ela me diria para fazer agora ou será que ela me apoiaria nas decisões atuais. As respostas nem sempre são claras, mas normalmente volto àquele tempo em que ela estava aqui do meu lado e imagino sua resposta.

Meu maior presente sempre será lembrá-la.
Dizer, ou melhor, gritar para a maior quantidade de pessoas a sorte grande que tive em encontrá-la e a sorte dela ter aceitado a tarefa de ser minha mãe.
A saudade será eterna, mas sempre com um sorriso infinito assim como o seu!

Partir não dói. Ficar me parte.



  © Blogger template Werd by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP