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13 de jul. de 2016

Alguém, não eu!

Que me traga o pão.
Que reclame da altura do som.
Que fale que to demorando no banho.
Alguém, não eu
Que aceite a diferença, mesmo que seja difícil entendê-la.
Que conviva para falar quem sou.
Alguém, não eu
Que troque o sifão do tanque porque eu não gosto de fazer isto.
E arrume um buraquinho que fiz quando coloquei o lustre.
E dê um jeito no emaranhado de fios que estão atrás do rack da TV.
Alguém, não eu
Porque eu tenho bastante.
Porque independência já conquistei.
Porque resolver, já resolvi.
Agora quero é emaranhar, enrolar, complicar o simples ou apenas do muito, já que reclamei muito do pouco.
Alguém, não eu.
De mim já sei.
Do outro, não sei
Alguém, mais eu.

24 de jul. de 2014

Os invisíveis

José, Maria, Ana, Renato, Joel, Fernando e tantos outros...
Eles tem nome.
Eles tem história.
Eles tem vida e muito a dizer, mas não dizem.
Não dizem muitas vezes porque as pessoas não os enxergam, não os reconhecem como seres humanos.

Dependem da caridade de alguns, que por sorte vão tomando força para se tornarem muitos.

Hoje, a minha cama teve outro sentido.
Hoje, a minha coberta teve outro valor.
Hoje, meu café com leite alimentou a minha alma.
Meu banho quente, minha água para tomar, minha moradia se tornaram motivo de agradecimento constante e, confesso, até um pouco de vergonha.

Participar de alguma forma da vida do José, da Ana, do Renato, do Joel, do Fernando entre tantos outros nos tornam minúsculos (como grãos de areia) diante da imensidão da simplicidade, humildade e do amor ao próximo que eles tem.

Eu tenho muito a agradecê-los. Fizeram ver o quanto ainda sou mesquinha, egoísta e o quanto reclamo da vida. Quem sabe, com sorte, eu tenha o mesmo desprendimento que eles tem e o mesmo sorriso que eles nos dão.

Muito bom saber que pessoas como a Marcela e o Lucas existem. Muito bom saber que muitas outras pessoas se sensibilizam e de alguma forma contribuem para que projetos como o "Entrega por SP" exista e se espalhe.

Muito bom saber que eu não sou a única e que posso dizer que participei de algo realmente enriquecedor.

Quem quiser saber um pouco mais acesse o facebook: https://www.facebook.com/entregaporsp 


7 de dez. de 2013

Atemporal: o tempo do amor verdadeiro

Neste caso o tempo é indiferente
Porque saudades não tem prazo
Anos passados ou não ela continua aqui
Seja nos questionamentos que faço sobre a vida
Ou quando penso: o que ela faria?
Seja num café que faço ou uma música que ouço
Ela é um presente, mesmo tendo partido no passado

Amar também é deixar partir
E eu a deixei ir
E ela me deixou seguir

Em planos diferentes seguimos lado a lado
Mas nossos corações continuam batendo juntos

Partir, deixar partir, permitir, seguir à diante
O que vale nesta vida é fluir



13 de out. de 2013

Aperte o "voltar"

E quanto mais o tempo passa mais eu olho pra trás e sinto saudades daquilo que já foi pedindo para que o tempo não passe, mas ele passa e quando a gente vê não construímos nada daquilo que sonhamos um dia em ter. 

Meus filhos, aqueles que eu sonhei em ter com os meus 30 anos, além de nem existirem ou se quer estarem à caminho, se vierem não conhecerão pessoas importantes para mim e perderão a oportunidade de estarem junto dessas pessoas.

Minha mãe não poderá ensinar aos meus filhos o verdadeiro valor da palavra amor. Não terá as palavras certas na hora certa e muito menos poderá ser a avó que eles pediram a Deus. Eles nem saberão o quanto ela foi especial.

Minha vida está passando. O que eu construi até agora? E você?

Quanto mais o tempo passa mais eu peço para que ele congele...mas ele insiste em me contrariar.

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