4 de ago. de 2011

Um dia de ontem

Eu iria acordar e agradecer por mais um dia tê-la ao meu lado
Iria esquentar meu café com leite e enquanto isto caminharia até seu quarto
Ela estaria deitada pronta para dizer "Bom dia!!"
Enquanto eu tomasse meu café com leite conversaríamos sobre vários assuntos, inclusive todas as notícias da madrugada que ela havia escutado no radinho de pilha
Eu iria para meu banho habitual, me arrumaria para ir trabalhar
Perguntaria como de costume: esta roupa tá boa?
" Esta linda!"
To indo!!!! Daria um beijo e sairia de casa

Se estivesse para chover ela informaria a típica frase "leva o guarda-chuva", se tivesse trânsito "evite passar por tal endereço", se fosse esfriar "a temperatura vai mudar", se eu não estivesse bem "calmaaaaa" e muitas outras frases...
O dia passaria e independente do que acontecesse eu voltaria para meu refúgio, para meu aconchego, para seus braços
Se eu chegasse brava, ela esperaria até a poeira baixar para sondar o que tinha acontecido
Se eu chegasse contente, ela ficaria com um sorriso largo de lado a lado pronta para ouvir a história
E se eu me atrasasse me ligaria, porque além de tudo ela era um GPS, calculava a rota que eu tinha que fazer e o tempo provável que eu demoraria para fazer esta rota, dava uma meia hora a cinquenta minutos de tolerância pelo trânsito e se eu não aparecesse ela ligava para saber se eu já estava a caminho
Todas as noites antes de dormir, fazia questão de dar um beijo, um abraço nela e e dizer eu te amo e ela diria: "eu também"
Nenhum peso, nenhuma dor, nenhuma falta
Muito amor, muita paz e muita luz
Esta foi minha rotina, minha escolha e meu maior amor vivido

Mãe, continue brilhando dai que eu continuarei aplaudindo daqui
Saudades

24 de jul. de 2011

Sobre o que eu acredito

Vejo este mundo tão descrente
Tão solitário
Tão choroso
Há uma necessidade em massa em querer estar com alguém, em compartilhar, mas ao mesmo tempo um medo tão grande em se entregar de verdade
Em dividir sentimento
Em não ser correspondido
Eu fico pensando como será o futuro dos meus sobrinhos, o futuro dos meus filhos, que ainda espero ter
Qual será a moda?
Não avisar seus passos, não ter o cuidado de doenças...
E filhos?
Não existirão?
Fui criada num ambiente de amor, com dor, mas de amor
Não acreditei em conto de fadas, acreditei em vidas reais, com dificuldades, mas sempre juntos
Sabe aquela frase de casamento?
"...na saúde e na doença, na alegria e na tristeza...?"
Fui criada em cima disto
Acreditando que independente do que estejamos passando teremos um ao outro até o fim
Questiono muito a adversidade humana, a criação das pessoas e no que elas acreditam, mas ainda não desisti de acreditar que se aconteceu com meus pais, ainda pode acontecer comigo

18 de jul. de 2011

Desligando

Eu já assisti esta parte do filme
E esta parte é exatamente aquela que você tem que sair de frente da tela

12 de jul. de 2011

Ela

Ela não consegue escrever
Ela pensa várias coisas ao mesmo tempo e embora não saiba de onde venha esta vontade
Embora só sinta
Ela não quer que isto acabe
Quer sentir mais e mais
Não tem cor
Tem cuidado
Tem vontade
Mas não tem nome
Pensa em largar tudo e correr sem olhar para trás
Mesmo sem saber atrás do que ela precisa correr
Ela quer partir
Seguir seu instinto e deixar seu coração voar
Quer ir ao encontro do futuro,
Aquele que prometeram a ela que será perfeito
Ela já não olha mais no relógio
Agora se preocupa com o despertar!!!

28 de jun. de 2011

Doação

Doa-se seu amor
Não quero mais
O que falta você levar?
Tirou meu fôlego
Minha calma
Meu amor
Minha vontade de amar novamente
Já até te sinto distante dos meus pensamentos
Só que ainda me sinto presa
Não quero mais isto
Me liberte!!!!
Me faça querer estar com alguém novamente
Me desame
E se já não me ama mais, não pense em nós
Porque esté nós já acabou faz tempo
E você pensar faz a gente se conectar de novo
E eu não posso
Não posso, não quero, não preciso mais
Troco a euforia por algo constante, tranquilo e verdadeiro
Troco este seu amor, apego ou sei lá eu que nome você dá
Por uma oportunidade nova!

26 de jun. de 2011

Equação

Já tentei ver como um todo
Já tentei dividir em partes
Já tentei isolar o caso
Já analisei cada caso como este
Tirei raiz quadrada
Dividi por dois, por três e até quatro
Já rezei antes de dormir para descobrir a resposta
E já até coloquei no papel para ver se fica mais claro

Somo, diminuo, aumento multiplico e não sai o resultado
Não adianta, estou presa e não consigo fazer nada para resolver este problema matemático que soma, diminui e não da resultado algum

Ah, já tentei criar um mantra também, mas ele não me resolveu nada, apenas em me deixar cada vez mais sem foco.

A sensação que me dá é que a avenida em que me encontro está me levando ao caminho errado, mas é só impressão porque eu vejo todos os carros caminhando no mesmo sentido e seria loucura minha querer mudar este percurso.

Isto vai acabar, um dia não só vai como tem que acabar, só preciso descobrir como!

10 de jun. de 2011

Passa...

É como se tudo aquilo que eu sempre apostasse
Sempre acreditasse se quebrasse
É como o vaso que se parte em mil pedacinhos
E que por mais que eu tente juntar não consigo montá-lo novamente da mesma forma
É como um amigo querido ter sumido da sua vida sem motivo algum
É bom ao mesmo tempo em que é estranho
Eu sei que jamais vou conseguir olhar aquela paisagem da mesma forma
Porque aquela paisagem já não causa em mim a emoção que causava
Já não me faz arrepiar
Já não acelera meu coração e nem me aquece
Ela apenas existe
Não me parece real, não me parece verdadeira
Parece uma montagem
Uma lente de aumento
Ou uma lente caprichada
Agora não dói
Agora não se faz de forte
Agora já não sente nada
Agora só ouve, vê e passa

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