Uma menor, mais fina, mais ágil.
A outra embora mais velha e mais espessa, não tem tanta habilidade ou experiência
Elas vivem na mesma caixa de costura.
Uma delas tem o sonho de ser a linha que junto com os fios de ouro vestirão a princesa.
A outra aceita ser passada por qualquer peça de roupa, contanto que seja útil.
São duas linhas
Uma mais bonita
Outra menos
Na verdade as duas são lindas linhas, mas uma delas não sabe que é
Quando encontra a outra linha fica se criticando e dizendo que deveria ser melhor
- Melhor pra quem? Pensa ela mesma.
Sei la, talvez para aquele carretelzinho pequeno.
Todos gostam dele, todos o querem.
Estas duas linhas já fizeram muitas costuras juntas.
Já costuraram casacos, blusas, calças, cachecóis, meias..
Já enfeitaram bordados e lindos broches
Elas até já passaram noites e noites acordadas na gandaia
São duas linhas
E uma delas está chegando ao seu final
Não caminhou ao encontro do arco-iris
Não costurou as roupas do rei
Não fez grandes feitos
Mas decidiu parar de se costurar
Ela vivia passando por pessoas que nem conhecia e que nem tinham a ver com ela
Decidiu se aposentar da vida de linha
A outra linha, mais nova
Continua na espera dos fios de ouro
Traça planos, metas e crê que em breve será a linha mais conhecida da caixa de costura.
Enquanto isto, a linha mais velha, mais espessa, menos experiente, serve de base para aquela pipa, que voa, voa, voa...
20 de ago. de 2009
13 de ago. de 2009
Contra-mão
Tenho medo do conselho
Da mao que indica
Da palavra que agita
Da permissão da palavra sim
Estranho o objeto censurado
O cavalo empacado
E toda cor que não foi pintada
Indico ao meu tempo
O vento
Só ele sabe o que é melhor fazer
O inverno aquece a minha alma
Embora meu corpo esteja frio
O quente que sinto
Não é de mim
Do correr do seu sangue
Da razão da sua confusão
Da sua indecisão decidida
De todo e qualquer medo em vão
Tenho medo
Da permissão da palavra sim
Da mao que indica
Da palavra que agita
Da permissão da palavra sim
Estranho o objeto censurado
O cavalo empacado
E toda cor que não foi pintada
Indico ao meu tempo
O vento
Só ele sabe o que é melhor fazer
O inverno aquece a minha alma
Embora meu corpo esteja frio
O quente que sinto
Não é de mim
Do correr do seu sangue
Da razão da sua confusão
Da sua indecisão decidida
De todo e qualquer medo em vão
Tenho medo
Da permissão da palavra sim
8 de ago. de 2009
Foi
Olhando de fora
O que vem de dentro
Sinto o aperto imenso no peito
Não sei se choro
Não sei se falo
Não sei por quanto
E nem ao mesmo tempo se tanto
Talvez o espaço entre nós seja assim
Apertado
Doído, mas ao mesmo tempo intenso
É por isto que sem hesitar insisto
Deste mal terei que parar
E se para isto tiver que me ausentar
De mim
Que seja assim
O que vem de dentro
Sinto o aperto imenso no peito
Não sei se choro
Não sei se falo
Não sei por quanto
E nem ao mesmo tempo se tanto
Talvez o espaço entre nós seja assim
Apertado
Doído, mas ao mesmo tempo intenso
É por isto que sem hesitar insisto
Deste mal terei que parar
E se para isto tiver que me ausentar
De mim
Que seja assim
31 de jul. de 2009
Vacilos temporários
Resgatar
Reverter
Retroceder
Refazer
Corrigir
Desfazer
Tantos verbos
Tantos significados que nos levam ao mesmo lugar
Voltar atrás naquilo que se fez ou que não se fez e transformar em algo diferente
Diferente?
Depois de feito?
Não dá mais!
E por isto o negócio é não olhar para trás
Reverter
Retroceder
Refazer
Corrigir
Desfazer
Tantos verbos
Tantos significados que nos levam ao mesmo lugar
Voltar atrás naquilo que se fez ou que não se fez e transformar em algo diferente
Diferente?
Depois de feito?
Não dá mais!
E por isto o negócio é não olhar para trás
28 de jul. de 2009
Acordando da vida
E eu decidi voltar atrás!
Dar dois passos antes deste que estou
Resolvi respirar um pouquinho do passado...
Deixando o presente como futuro!
Remexi no meu armário
Olhei meu álbum de fotos
Te encontrei
Peguei meu caderno de anotações, te achei lá também
Fechei a porta do meu quarto e deixei aquele gostinho nostálgico tomar conta do ambiente
Cada poro meu em você!
Curti!
Senti!
Vivi o não vivido
O sofrimento remoído e soltei uma lágrima
Somente uma.
Jamais deixaria outras aparecem para você!
Da cena congelada um estalo
Voltei ao hoje.
Olhei ao redor.
Não encontro mais ninguém.
Virei para o outro lado da cama e continuei a dormir...
Dar dois passos antes deste que estou
Resolvi respirar um pouquinho do passado...
Deixando o presente como futuro!
Remexi no meu armário
Olhei meu álbum de fotos
Te encontrei
Peguei meu caderno de anotações, te achei lá também
Fechei a porta do meu quarto e deixei aquele gostinho nostálgico tomar conta do ambiente
Cada poro meu em você!
Curti!
Senti!
Vivi o não vivido
O sofrimento remoído e soltei uma lágrima
Somente uma.
Jamais deixaria outras aparecem para você!
Da cena congelada um estalo
Voltei ao hoje.
Olhei ao redor.
Não encontro mais ninguém.
Virei para o outro lado da cama e continuei a dormir...
26 de jul. de 2009
Sem tido o sentido
Abri as portas
As janelas
E o vento que esperava pela sua chance, circulou
Respirei, esperei, relaxei
Caminhei livremente
Coloquei lençóis novinhos na cama
Comprei novas roupas
Experimentei outros amores
Novos sabores
Troquei a cor do cabelo
Passei de loiro para vermelho!
Testei novas aproximações
Ouvi canções
Cantores anônimos
E timbres estranhos
Curti o novo
Larguei o velho
Sambei numa valsa
Casei com o mistério
Caminhei sem chaves e cadeados
Voltei ao ponto de partida
Sorri!
Bem vinda nova vida!
As janelas
E o vento que esperava pela sua chance, circulou
Respirei, esperei, relaxei
Caminhei livremente
Coloquei lençóis novinhos na cama
Comprei novas roupas
Experimentei outros amores
Novos sabores
Troquei a cor do cabelo
Passei de loiro para vermelho!
Testei novas aproximações
Ouvi canções
Cantores anônimos
E timbres estranhos
Curti o novo
Larguei o velho
Sambei numa valsa
Casei com o mistério
Caminhei sem chaves e cadeados
Voltei ao ponto de partida
Sorri!
Bem vinda nova vida!
21 de jul. de 2009
...
Não adianta eu querer chocolate se estou com vontade de pão de queijo!
Não posso pedir tranquilidade se comprei uma casa na avenida mais movimentada da cidade!
E nem querer que meu cabelo seja encaracolado quando nem lápis pára nele!
Não posso ver um filme em hebraico se não sei e nem imagino como é esta língua!
Se aquilo que eu quero não posso e o que posso não quero faço o que?
Não posso pedir tranquilidade se comprei uma casa na avenida mais movimentada da cidade!
E nem querer que meu cabelo seja encaracolado quando nem lápis pára nele!
Não posso ver um filme em hebraico se não sei e nem imagino como é esta língua!
Se aquilo que eu quero não posso e o que posso não quero faço o que?
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