Ela não sabia que nome dar
No início ela achava que o nome era tristeza
Porque doía muito e parecia não ter fim
Passado um tempo virou raiva, do outro
Porque ela não achava que a questão era com ela
Depois raiva dela
Porque chegou a conclusão de que ele não tinha nada a ver com isto
Da raiva dos outros e dela, já começou a sentir dó
Dó porque ele não sabia a bobagem que estava fazendo e porque ele ainda se arrependeria
No final, não chegou a conclusão alguma, mas tem uma boa história para contar...
30 de abr. de 2010
5 de abr. de 2010
Ei você
Sim você mesmo
Você que disse que me amava
Que disse que me queria
Você que olhou para a Lua e disse que fazia você se lembrar de mim
Que cantou uma canção e disse que era minha
Você que disse que a partir daquele momento que nos vimos, os nossos problemas e incertezas estariam acabados
Que garantiu que tudo aquilo era novo para você e que te assustava mas ao mesmo tempo te encorajava
Que disse que sempre sonhou com alguém como eu
E que disse nao saber mais o que fazer, pois tinha encontrado um grande amor
Que pediu pelo meu calor
Que queria meu carinho, minha atenção e nada de não
Ei grande amor de plástico, você que fez eu acreditar em tudo isto
Que chorou de mentira e fez eu sentir de verdade
Que acordou um belo dia e decidiu mudar realidade
Que disse que tudo aquilo era real demais para você
E que era tão bom, tão bom que até te deixava paralisado
Ei você
Que me pegou de surpresa
Indolor, que curaria tudo e tiraria toda a minha dor
Seria meu anjo e protetor
Você, que já não tem nem nome porque te nomear a alguma coisa é te dar valor demais
Você, me deixe em paz
De mim...
Você que disse que me amava
Que disse que me queria
Você que olhou para a Lua e disse que fazia você se lembrar de mim
Que cantou uma canção e disse que era minha
Você que disse que a partir daquele momento que nos vimos, os nossos problemas e incertezas estariam acabados
Que garantiu que tudo aquilo era novo para você e que te assustava mas ao mesmo tempo te encorajava
Que disse que sempre sonhou com alguém como eu
E que disse nao saber mais o que fazer, pois tinha encontrado um grande amor
Que pediu pelo meu calor
Que queria meu carinho, minha atenção e nada de não
Ei grande amor de plástico, você que fez eu acreditar em tudo isto
Que chorou de mentira e fez eu sentir de verdade
Que acordou um belo dia e decidiu mudar realidade
Que disse que tudo aquilo era real demais para você
E que era tão bom, tão bom que até te deixava paralisado
Ei você
Que me pegou de surpresa
Indolor, que curaria tudo e tiraria toda a minha dor
Seria meu anjo e protetor
Você, que já não tem nem nome porque te nomear a alguma coisa é te dar valor demais
Você, me deixe em paz
De mim...
Que apaguem os holofotes e fechem as cortinas
As frases repetidas, insistentes não mostram o caminho...
Elas vão caindo no normal, no comum, no dia-a-dia.
Saem com a mesma facilidade que temos ao acordar.
Olhando para trás parece que estamos no mesmo tempo, pois são os mesmos hoje, só muda a personagem!
O ator que é cada vez mais convincente, ensaia com tanta destreza, com tanta certeza que já faz parte do papel.
Não há mais dúvidas, ele representa tanto que tudo isto se transformou em sua própria vida.
Já não sabe mais reconhecer o que é dele e o que não é. Se utiliza das mesmas frases, justificativas, desculpas e lágrimas para pessoas diferentes.
Sorri igual, respira igual, fala igual, beija igual e ama igual.
Sua necessidade de ensaiar este papel tira sua lucidez, seu centro, sua tranquilidade, embora não note. Para ele tudo faz parte de um mesmo contexto.
Seus passos que já caminham conforme o ensaio, não andam mais por si, não se encontram!
E sua platéia quando assiste ao espetáculo pela primeira vez: aplaude, admira, respeita e dá todo o suporte para ele seguir, mas quando o assiste pela segunda vez, não tem mais dúvidas, pois percebem que tudo: ator, personagem e texto fazem parte de uma grande farsa.
Elas vão caindo no normal, no comum, no dia-a-dia.
Saem com a mesma facilidade que temos ao acordar.
Olhando para trás parece que estamos no mesmo tempo, pois são os mesmos hoje, só muda a personagem!
O ator que é cada vez mais convincente, ensaia com tanta destreza, com tanta certeza que já faz parte do papel.
Não há mais dúvidas, ele representa tanto que tudo isto se transformou em sua própria vida.
Já não sabe mais reconhecer o que é dele e o que não é. Se utiliza das mesmas frases, justificativas, desculpas e lágrimas para pessoas diferentes.
Sorri igual, respira igual, fala igual, beija igual e ama igual.
Sua necessidade de ensaiar este papel tira sua lucidez, seu centro, sua tranquilidade, embora não note. Para ele tudo faz parte de um mesmo contexto.
Seus passos que já caminham conforme o ensaio, não andam mais por si, não se encontram!
E sua platéia quando assiste ao espetáculo pela primeira vez: aplaude, admira, respeita e dá todo o suporte para ele seguir, mas quando o assiste pela segunda vez, não tem mais dúvidas, pois percebem que tudo: ator, personagem e texto fazem parte de uma grande farsa.
29 de mar. de 2010
16 de mar. de 2010
Daquilo que não se vê
Não tenho muito o que dizer
Quem deveria dizer não disse
Tudo foram flores, flores de plástico
Assim como as frases
Frases plastificadas
E muito, mas muito mascaradas
Acreditei, apostei, confiei
Dei um crédito
Dei uma possibilidade ao vento
Mas na verdade quem sente sou eu, eu faço isto e não todos
Me igualei à maioria e esqueci que não faço parte dela
Não sou todos
Coisa que não significa tanto para muitos
Mas que eu sei bem o que é
Tem coisas nesta vida que ficam guardadas e outras que necessitam de borracha
Apagarei os erros, tantos
E guardarei os textos, muitos
Reconhecerei no ato, no próximo ato de qualquer ensaio todos os textos e não aceitarei mais migalhas
Não aceitarei mais desculpas, não aceitarei mais propostas, cenas...
Não aceitarei mais o pouco como muito.
Aceitarei muito pouco de todo mundo
Quem deveria dizer não disse
Tudo foram flores, flores de plástico
Assim como as frases
Frases plastificadas
E muito, mas muito mascaradas
Acreditei, apostei, confiei
Dei um crédito
Dei uma possibilidade ao vento
Mas na verdade quem sente sou eu, eu faço isto e não todos
Me igualei à maioria e esqueci que não faço parte dela
Não sou todos
Coisa que não significa tanto para muitos
Mas que eu sei bem o que é
Tem coisas nesta vida que ficam guardadas e outras que necessitam de borracha
Apagarei os erros, tantos
E guardarei os textos, muitos
Reconhecerei no ato, no próximo ato de qualquer ensaio todos os textos e não aceitarei mais migalhas
Não aceitarei mais desculpas, não aceitarei mais propostas, cenas...
Não aceitarei mais o pouco como muito.
Aceitarei muito pouco de todo mundo
7 de mar. de 2010
Círculos
É tanta coisa que eu preciso dizer, que nem sei ao certo por onde começar
Porque o começo também foi atropelado por um monte de palavras que hoje, agora, talvez não façam mais sentido
E este sentido todo talvez tenha que ser mudado
E mudar significa parar o que fizemos até agora e fazer algo diferente dentro da mesma situação ou não
Não sei exatamente
Só sei que preciso falar
E falar é soltar todas as agonias do meu estômago, toda a insônia da noite e toda a cara embrulhada do dia que percorre este momento
Como dizem, a vida é feita de momentos e foi num destes momentos que dei de cara com você
E naquele dia eu sabia exatamente o que esperar de você, nada!
Nada daquilo que eu via me deixava segura, mas pelo fato de eu querer apenas aventura, tudo parecia normal
E o normal acabou se tornando tão perfeitinho que eu não quis mais sair de lá
Lá virou meu habitat
Aquele lugar que sentimos a rotina, o cheirinho da casa e todos seus espacinhos
Entrava naquele espaço especial e construía todas as minhas vontades e desejos
Este espaço agora luta para sair da prisão que se tornou, mas não sabe a quem recorrer
E por isto fico dando voltas...
Porque o começo também foi atropelado por um monte de palavras que hoje, agora, talvez não façam mais sentido
E este sentido todo talvez tenha que ser mudado
E mudar significa parar o que fizemos até agora e fazer algo diferente dentro da mesma situação ou não
Não sei exatamente
Só sei que preciso falar
E falar é soltar todas as agonias do meu estômago, toda a insônia da noite e toda a cara embrulhada do dia que percorre este momento
Como dizem, a vida é feita de momentos e foi num destes momentos que dei de cara com você
E naquele dia eu sabia exatamente o que esperar de você, nada!
Nada daquilo que eu via me deixava segura, mas pelo fato de eu querer apenas aventura, tudo parecia normal
E o normal acabou se tornando tão perfeitinho que eu não quis mais sair de lá
Lá virou meu habitat
Aquele lugar que sentimos a rotina, o cheirinho da casa e todos seus espacinhos
Entrava naquele espaço especial e construía todas as minhas vontades e desejos
Este espaço agora luta para sair da prisão que se tornou, mas não sabe a quem recorrer
E por isto fico dando voltas...
4 de mar. de 2010
Fora de moda
Não são as cores
Nem a disposição das bolinhas
Não é o modelo
E nem se combinou comigo
Não é a opinião alheia
E nem a falta de opinião
Ela combinou comigo
Mas combinou com você também
E por isto me incomoda
Ela é aquela dor que dói tanto que você não sabe que nome dar
Ela é aquele monte de palavras que não saíram do papel
Que estão entaladas naquela folha
Ela é pisada em cima da ferida
Ela é você
E ser você me faz tão bem, que acaba me fazendo mal
Ela, somos nós!
E nós não existimos mais...
Nós fomos o que agora não somos
E por isto ela também não deveria existir mais
Ela é aquela reticências que você deixou quando sumiu
Ela é apenas um tecido colorido
E você é apenas meu coração remoído!
Nem a disposição das bolinhas
Não é o modelo
E nem se combinou comigo
Não é a opinião alheia
E nem a falta de opinião
Ela combinou comigo
Mas combinou com você também
E por isto me incomoda
Ela é aquela dor que dói tanto que você não sabe que nome dar
Ela é aquele monte de palavras que não saíram do papel
Que estão entaladas naquela folha
Ela é pisada em cima da ferida
Ela é você
E ser você me faz tão bem, que acaba me fazendo mal
Ela, somos nós!
E nós não existimos mais...
Nós fomos o que agora não somos
E por isto ela também não deveria existir mais
Ela é aquela reticências que você deixou quando sumiu
Ela é apenas um tecido colorido
E você é apenas meu coração remoído!
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